Felipe Fulanetto

Santidade, impulso missionário

O SOFRIMENTO E O DEUS BENEVOLENTE

O SOFRIMENTO E O DEUS BENEVOLENTE

 

“mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas (martures) tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. (Atos 1:8)

           

A palavra grega martures significa mártires, isto é, uma pessoa que sofre ou morre por uma crença, uma ideia ou uma causa. Portanto, literalmente em Atos 1:8, Cristo está convocando toda a Igreja para ser mártir do Reino de Deus pregando o evangelho até aos confins da terra. Jesus nos chama para uma vida completamente diferente do que a sociedade tem como expectativa.

Todos os discípulos dos primeiros séculos tinham consciência do sofrimento, preparando-se para quando ele chegar e não se chegar. Eles reconheciam que as palavras do seu Mestre não eram falsas ao declarar que “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça” (Mt 5:11). Entenderam que o sofrimento não é uma pedra de tropeço, e sim, o meio mais frutífero de propagar as boas-novas. O sofrimento é uma disciplina espiritual para aumentar a fé e crescer em santidade (cf. Hb 12:10, II Co 1:8-9).

Muitos se perguntam por que Deus na sua onipotência e benevolência permite que homens e mulheres passem por situações de sofrimento e de angústia. C.S. Lewis responde esta pergunta dizendo que “Deus nos sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas brada em nosso sofrimento: o sofrimento é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo”.

Quando sofremos e permanecemos firmes e alegres em Cristo, as pessoas ao nosso redor verão algo diferente e desejarão esse Deus que servimos. No entanto, quando a Igreja fica apática com a sua responsabilidade missionária, Deus suscita perseguições para acordá-la e colocá-la em movimento (cf. At 8).

Portanto, o sofrimento não deve ser procurado como um método para alcançar uma recompensa maior e, muito menos, como os masoquistas que sentem prazer na dor em si. Somos confiantes que quando chegar o sofrimento não será em vão, e sim, será um instrumento divino para crescimento pessoal e glorificação de Deus.

 

Pr. Felipe Fulanetto

 

 

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